Vice-comandante iraniano ameaça atacar infraestrutura energética de Israel
As usinas de energia e refinarias de gás de Israel podem ser atacadas pelo Irã, disse o vice-comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), de acordo com a imprensa local.
“O Irã é um país grande e vasto e tem muitos centros econômicos, enquanto Israel tem três usinas de energia e várias refinarias. Podemos atingir todas elas de uma vez”, afirmou o brigadeiro-general Ali Fadavi.
Fadavi alertou que o Irã atingirá todos os locais de energia se Israel cometer “um erro”.
Leia Mais:
Américo Martins: Discurso de líder do Irã só inflama ânimos no Oriente Médio
Líder supremo do Irã diz que atacará Israel novamente “se preciso for”
“Séria ameaça”: Líderes do G7 condenam ataque do Irã contra Israel
Ataque com mísseis contra Israel
O Irã disparou uma barragem de mísseis balísticos contra cidades israelenses na terça-feira (1°), em resposta ao assassinato do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em Beirute, na semana passada. Os ataques causaram danos mínimos.
Na capital libanesa, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, alertou que haverá “resposta dura” se Israel retaliar, dizendo que até agora seu país só atacou locais de segurança e militares israelenses.
Araghchi falou a repórteres na capital libanesa, Beirute, após se encontrar com o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri — um aliado do Hezbollah e uma figura-chave nas negociações para um cessar-fogo com Israel.
Os comentários do chanceler reforçam uma declaração anterior do líder supremo do país, o Aiatolá Ali Khamenei, que pontuou mais cedo que o ataque iraniano de terça-feira a Israel foi a “menor punição” e que o Irã atacará Israel novamente “se necessário”.
Entenda a escalada nos conflitos do Oriente Médio
O ataque com mísseis do Irã a Israel no dia 1º marcou uma nova etapa do conflito regional no Oriente Médio. De um lado da guerra está Israel, com apoio dos Estados Unidos. Do outro, o Eixo da Resistência, que recebe apoio financeiro e militar do Irã e que conta com uma série de grupos paramilitares.
São sete frentes de conflito abertas atualmente: a República Islâmica do Irã; o Hamas, na Faixa de Gaza; o Hezbollah, no Líbano; o governo Sírio e as milícias que atuam no país; os Houthis, no Iêmen; grupos xiitas no Iraque; e diferentes organizações militantes na Cisjordânia.
Israel tem soldados em três dessas frentes: Líbano, Cisjordânia e Faixa de Gaza. Nas outras quatro, realiza bombardeios aéreos.
O Exército israelense iniciou uma “operação terrestre limitada” no Líbano no dia 30 de setembro, dias depois de Israel matar o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em um bombardeio ao quartel-general do grupo, no subúrbio de Beirute.
As Forças de Defesa de Israel afirmam que mataram praticamente toda a cadeia de comando do Hezbollah em bombardeios semelhantes realizados nas últimas semanas.
No dia 23 de setembro, o Líbano teve o dia mais mortal desde a guerra de 2006, com mais de 500 vítimas fatais.
Ao menos dois adolescentes brasileiros morreram nos ataques. O Itamaraty condenou a situação e pediu o fim das hostilidades.
Com o aumento das hostilidades, o governo brasileiro anunciou uma operação para repatriar brasileiros no Líbano.Na Cisjordânia, os militares israelenses tentam desarticular grupos contrários à ocupação de Israel ao território palestino.
Já na Faixa de Gaza, Israel busca erradicar o Hamas, responsável pelo ataque de 7 de outubro que deixou mais de 1.200 mortos, segundo informações do governo israelense. A operação israelense matou mais de 40 mil palestinos, segundo o Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo Hamas.
O líder do Hamas, Yahya Sinwar, segue escondido em túneis na Faixa de Gaza, onde também estariam em cativeiro dezenas de israelenses sequestrados pelo Hamas.
Este conteúdo foi originalmente publicado em Vice-comandante iraniano ameaça atacar infraestrutura energética de Israel no site CNN Brasil.